guardadas na caixa
desbotadas
sexagenárias.
Nas linhas e entrelinhas
linda história de amor:
primeiro encontro
primeiro beijo
o ciúme
a valsa azul
na festa da despedida
- a s a u d a d e...
terça-feira, 2 de março de 2010
SAUDADE
a Jorácio
Onde as marcas do amor
em sonhos depositadas
rosa brancas / vermelhas rosas
desfolhadas ao vento da tarde?
Onde os sonhos / brancas mãos
entrelaçados dedos / em manhã doirada
felizes dias / construindo amores
ao longo dos caminhos / ardentes de sol?
Onde as tardes / multicores
longos abraços
docemente emolduraram / rostos
presença /ausência?
De repente
estrela azul caiu...
No negror da noite
restou a saudade...
(Para Jorácio, no aniversário de sua partida)
Ah Jorácio,
Se eu pudesse, meu pensamento não deixaria você. Voltaria no tempo e abraçava-o, aconchegando-o mornamente. Embalava-o em seu berço balouçante, como o fiz em muitas em muitas noites mal dormidas.
Ah Jorácio,
Se eu pudesse, esperaria você todas as noites quando retornava da escola, para abrir a porta e sentí-lo feliz, em casa.
Ah Jorácio,
Se eu pudesse, você não teria saído naquele dia, em que não retornou...
(Para Jorácio, as marcas de minha saudade)
Onde as marcas do amor
em sonhos depositadas
rosa brancas / vermelhas rosas
desfolhadas ao vento da tarde?
Onde os sonhos / brancas mãos
entrelaçados dedos / em manhã doirada
felizes dias / construindo amores
ao longo dos caminhos / ardentes de sol?
Onde as tardes / multicores
longos abraços
docemente emolduraram / rostos
presença /ausência?
De repente
estrela azul caiu...
No negror da noite
restou a saudade...
(Para Jorácio, no aniversário de sua partida)
Ah Jorácio,
Se eu pudesse, meu pensamento não deixaria você. Voltaria no tempo e abraçava-o, aconchegando-o mornamente. Embalava-o em seu berço balouçante, como o fiz em muitas em muitas noites mal dormidas.
Ah Jorácio,
Se eu pudesse, esperaria você todas as noites quando retornava da escola, para abrir a porta e sentí-lo feliz, em casa.
Ah Jorácio,
Se eu pudesse, você não teria saído naquele dia, em que não retornou...
(Para Jorácio, as marcas de minha saudade)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Z I L A
Trouxe flores para você:
uma guirlanda colhida dos milharais
plantados em sua Rosa de Pedra
onde as flores amarelas das espigas
transformaram-se em loiras bonecas.
Dos milharais vermelhos trouxe, ainda,
vermelhas papoulas para lhe adornar.
Trouxe amor para você, um amor puro
para compensá-la do seu
[...] arrastado amor antigo
desmanchado do contigo
desfibrado do comigo
quebrado na encantação[...].
Que se foi, [...] que era nada,se acabou.
Quero, então, cantar uma canção
ao colher as flores, abraçando-as,
versos burilados por você
plenos de ternura e saudade:
[...] Agora é tudo um sol encantamento[...]
"as ramas do algodão reverdecidas
habitam-se de flores amarelas[...]"
E junto à canção que canto
entrego-lhe as flores multicores
- cheias de lirismo e amor -
colhidas para realçar sua beleza
em manhã clara de sol
amornando seus cabelos,
exaltando seu caminhar na terra.
(Tributo aos 81 anos do nascimento de Zila, ocorrido a 15 de setembro. Utilizei alguns excertos de seus poemas, em NAVEGOS, Ed. original).
uma guirlanda colhida dos milharais
plantados em sua Rosa de Pedra
onde as flores amarelas das espigas
transformaram-se em loiras bonecas.
Dos milharais vermelhos trouxe, ainda,
vermelhas papoulas para lhe adornar.
Trouxe amor para você, um amor puro
para compensá-la do seu
[...] arrastado amor antigo
desmanchado do contigo
desfibrado do comigo
quebrado na encantação[...].
Que se foi, [...] que era nada,se acabou.
Quero, então, cantar uma canção
ao colher as flores, abraçando-as,
versos burilados por você
plenos de ternura e saudade:
[...] Agora é tudo um sol encantamento[...]
"as ramas do algodão reverdecidas
habitam-se de flores amarelas[...]"
E junto à canção que canto
entrego-lhe as flores multicores
- cheias de lirismo e amor -
colhidas para realçar sua beleza
em manhã clara de sol
amornando seus cabelos,
exaltando seu caminhar na terra.
(Tributo aos 81 anos do nascimento de Zila, ocorrido a 15 de setembro. Utilizei alguns excertos de seus poemas, em NAVEGOS, Ed. original).
VISÃO
Nas pedras de Petra
pretas pedras deslizam
vento areia sol
luz e sons
formas cores emoção.
De longe
meus olhos enxergam
nas fendas pétreas
flores róseas bailando ao vento
presas no pétreo chão.
pretas pedras deslizam
vento areia sol
luz e sons
formas cores emoção.
De longe
meus olhos enxergam
nas fendas pétreas
flores róseas bailando ao vento
presas no pétreo chão.
CONTOS DE UM PASSADO PERFEITO
"Este livro precisava ser repartido como o Pão de Cristo, precisava ser multiplicado como os Eus do poeta português Fernando Pessoa, precisava ser compartilhado com as crianças da idade de Anis".
Com esse sentimento de partilha, Maria Maria escreveu seu terceiro livro, não somente para crianças. Nele, os adultos incursionam pela infância, num retorno maravilhoso aos seus sonhos e desejos, marcas indeléveis para a realidade.
Compartilhe com esse momento de alegria para a autora, no dia 13 de dezembro, às 19 horas, em A VILLA, Currais Novos-RN.
Postado por Maria José Mamede Galvão
Com esse sentimento de partilha, Maria Maria escreveu seu terceiro livro, não somente para crianças. Nele, os adultos incursionam pela infância, num retorno maravilhoso aos seus sonhos e desejos, marcas indeléveis para a realidade.
Compartilhe com esse momento de alegria para a autora, no dia 13 de dezembro, às 19 horas, em A VILLA, Currais Novos-RN.
Postado por Maria José Mamede Galvão
terça-feira, 15 de setembro de 2009
FALSA ODE CAMONIANA - Zila Mamede
aos que amam Zila e sua poesia
Se nesta ode eu te ofereço o canto
do meu amor contido, como a rosa,
possa minhalma desvendar-se em quanto
alumbramento ela se oculta; possa
doar-se, a ti falar com desassombro
dessa ternura, desse amornamento
que me possui, me pousa, me acalanta
quando, em te vendo, meu amor te alcança.
Que despertar-te tanta vez subido
ao pensamento para dar-se, desça
dos olhos; pássaros migrando teu
abandono, pousem depois, campinas
que, no lirismo teu, hás de habitar.
* Poema publicado no livro NAVEGOS (original)- Exercício da Palavra, p. 70, Ed. VEGA S.A., Belo Horizonte, 1978.
Se nesta ode eu te ofereço o canto
do meu amor contido, como a rosa,
possa minhalma desvendar-se em quanto
alumbramento ela se oculta; possa
doar-se, a ti falar com desassombro
dessa ternura, desse amornamento
que me possui, me pousa, me acalanta
quando, em te vendo, meu amor te alcança.
Que despertar-te tanta vez subido
ao pensamento para dar-se, desça
dos olhos; pássaros migrando teu
abandono, pousem depois, campinas
que, no lirismo teu, hás de habitar.
* Poema publicado no livro NAVEGOS (original)- Exercício da Palavra, p. 70, Ed. VEGA S.A., Belo Horizonte, 1978.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A Ponte
Natal!
Ribeira!
Cais!
Ribeira cais
dos barcos
dos barcos de vela
"de vela panda ao vento"
dos barcos de remo
dos barcos velozes
jangadas...
Cais da Ribeira
"do Potengi amado":
o rio das pontes
- a velha e a nova.
O rio dos homens...
os homens passaram...
"Salto esculpido"
sobre o vão de água
em chão de água
em verde chão de água
em verde chão de água do Rio
em verde chão de água do Rio Potengi!
Os homens chegaram...
Os homens cantaram...
A P O N T E!!!!!!!!!!
Ribeira!
Cais!
Ribeira cais
dos barcos
dos barcos de vela
"de vela panda ao vento"
dos barcos de remo
dos barcos velozes
jangadas...
Cais da Ribeira
"do Potengi amado":
o rio das pontes
- a velha e a nova.
O rio dos homens...
os homens passaram...
"Salto esculpido"
sobre o vão de água
em chão de água
em verde chão de água
em verde chão de água do Rio
em verde chão de água do Rio Potengi!
Os homens chegaram...
Os homens cantaram...
A P O N T E!!!!!!!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)
